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Resumo em 10 segundos

A segunda maior tesouraria corporativa de BTC da Europa sentiu no balanço a volatilidade que costuma vender como tese. 📉₿

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A H100 Group, da Suécia, fechou o 1º semestre com prejuízo de US$ 26 milhões — enquanto avançava para virar a 2ª maior tesouraria corporativa de Bitcoin da Europa. A explicação central: a queda do BTC no período. 📉₿ 🧵

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No 2º trimestre, o prejuízo antes de impostos foi de 98 milhões de coroas suecas (US$ 10,3 mi). No semestre, 253 milhões de coroas, ou cerca de US$ 26 mi. A receita operacional? Só 6,1 milhões de coroas no semestre. É um contraste que merece atenção.

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A empresa diz que quase toda a perda trimestral foi uma baixa contábil sem saída de caixa: com o Bitcoin valendo menos, o estoque de BTC precisa ser reavaliado para baixo no balanço. Não é dinheiro “sumindo” do caixa — mas é uma perda que expõe o risco patrimonial.

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Após comprar duas menores tesourarias norueguesas, a H100 chegou a 3.506 BTC, avaliados em cerca de US$ 226 milhões. Só fica atrás da alemã Bitcoin Group, com 3.605 BTC. A corrida por escala está transformando companhias listadas em veículos de exposição ao Bitcoin.

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O ponto crítico: acumular BTC pode ampliar ganhos numa alta, mas também torna o resultado empresarial refém de um ativo que não controla. A ação da H100 já caiu 24% no ano, incluindo recuo de 4,2% na terça-feira.

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Há uma diferença importante entre “prejuízo sem caixa” e risco irrelevante. Se a volatilidade derruba patrimônio, encarece captações e pressiona a ação, o efeito econômico é real — especialmente para acionistas que não escolheram comprar BTC diretamente.

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Tesourarias de Bitcoin vendem uma promessa simples: converter a empresa em uma aposta alavancada na escassez do BTC. O balanço da H100 mostra o outro lado: concentração pode parecer estratégia, até o mercado exigir que ela seja sustentabilidade financeira.

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