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Especialista denuncia que mortes em Pakistan-ocupado Caxemira viraram nota de rodapé — por que o choque seletivo? 🌍

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Paquistão abriu fogo contra manifestantes na Caxemira ocupada (PoK); especialista fala em “hipocrisia vergonhosa” ao criticar silêncio global sobre as mortes e o corte de comunicações 🧵

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O episódio: pelo menos 10 mortos e mais de 100 feridos em Muzaffarabad, Dheerkot, Rawalakot e Mirpur. Toques de recolher e um blackout de comunicações deixaram 4,5 milhões de pessoas isoladas — protestos por eletricidade e farinha foram reprimidos.

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Michael Arizanti, em blog no Times of Israel, questiona por que a morte de um palestino em Gaza vira manchete mundial mas a de um muçulmano caxemiri em Muzaffarabad é quase nota de rodapé. É seleção de pautas ou alinhamento geopolítico?

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Arizanti também aponta silêncio de países ocidentais e de Estados islâmicos — inclusive a OIC — um exemplo claro de indignação seletiva. Isso não é só falha ética: molda respostas diplomáticas e barreiras à justiça.

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Por que esse silêncio? Possíveis razões: interesses estratégicos, relações bilaterais com o Paquistão, dificuldade de verificação por conta do blackout e medo de desestabilizar regiões. Mas nenhum desses argumentos substitui investigação independente.

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A dimensão social: pressionados por falta de eletricidade e alimentos, civis protestam por necessidades básicas. Repressão assim recorta o acesso à cidadania e expõe vulnerabilidades — inclusão e direitos econômicos também são pauta de segurança.

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Reflexão final: quando a cobertura e a reação internacional variam conforme interesses, milhões ficam vulneráveis ao apagão de informação e direitos. A solução passa por investigação independente, proteção a civis e responsabilização — sem seletividade.

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