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O bloqueio numa das rotas marítimas mais estratégicas do mundo já pressiona a energia. A próxima conta pode chegar ao prato de bilhões. 🌍🌾

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O Estreito de Hormuz travou rotas vitais, elevou o risco para a energia e agora acende um alerta ainda maior: comida pode ficar mais cara e escassa? 🌍🌾🧵

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Por que uma crise marítima no Oriente Médio chegaria ao supermercado de países distantes? Porque combustíveis movem navios, tratores, irrigação, fertilizantes e caminhões. Quando a energia encarece, toda a cadeia de alimentos sente.

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O chefe da Câmara de Comércio Internacional alerta que o choque energético pode evoluir para uma crise de segurança alimentar. A pergunta incômoda é: o mundo construiu cadeias globais eficientes demais — e resilientes de menos?

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O problema não é apenas o petróleo transportado pela região. Atrasos, seguros marítimos mais caros e desvios de rota elevam custos logísticos. Quem absorve essa alta: grandes empresas ou famílias que já comprometem boa parte da renda com comida?

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Países dependentes de importações e populações de baixa renda tendem a sofrer primeiro. Não deveria haver planos públicos de estoques, diversificação de fornecedores e proteção contra especulação antes que a crise chegue às prateleiras?

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Hormuz expõe uma fragilidade global: um gargalo geopolítico pode pressionar energia, comércio e alimentação ao mesmo tempo. Se o alimento depende de rotas tão vulneráveis, segurança alimentar é só mercado — ou também uma questão de cooperação internacional?

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