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Resumo em 10 segundos

📱 Com celular na cabeça e sensores de profundidade, participantes gravam tarefas reais para abastecer sistemas de IA e robótica.

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📱 A Hub diz ter mais de 1 milhão de pessoas cadastradas no Brasil para gravar tarefas do dia a dia — dados que podem treinar robôs humanoides. A empresa afirma que não se trata de golpe nem de aposta: é coleta de dados para IA. 🧵

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A lógica é diferente da IA de texto: enquanto chatbots aprendem com grandes volumes de conteúdo online, robôs precisam “ver” como pessoas agem no mundo físico — especialmente em ambientes imprevisíveis, como casas reais.

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Os participantes usam um suporte de celular na cabeça e um app dedicado, como o Minute Data. Assim, as gravações registram a perspectiva de quem executa a tarefa, útil para ensinar movimentos e interações no espaço.

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Além do vídeo, celulares compatíveis captam dados de profundidade por LiDAR, sensor que mede distâncias no ambiente. Isso ajuda a transformar cenas em informações espaciais: onde estão objetos, superfícies e obstáculos.

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Segundo Sérgio Lourenço, CMO da Hub, o Brasil foi escolhido pela variedade de casas, cidades e hábitos cotidianos. A empresa avalia que esses cenários se aproximam de mercados prioritários, como EUA, Canadá e Europa.

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O fluxo informado é: gravação, envio aos clientes, revisão e anotação técnica. Só depois da aprovação o pagamento é liberado a quem captou o material. A Hub não divulga os clientes, citando acordos de confidencialidade.

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O caso mostra um ponto central da corrida da robótica: dados do mundo real são um recurso estratégico. Transparência sobre uso das imagens, privacidade e critérios de remuneração será tão importante quanto a tecnologia dos robôs.

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