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Resumo em 10 segundos

🔭 Uma cavidade gigantesca esculpida por estrelas aparece em nova imagem do Hubble na Grande Nuvem de Magalhães.

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O Hubble registrou uma “superbolha” colossal na nebulosa N44, a cerca de 160 mil anos-luz da Terra. 🔭 Localizada na Grande Nuvem de Magalhães, ela foi escavada pela ação violenta de estrelas massivas. 🧵

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N44, também chamada LHA 120-N44, fica na constelação de Dorado, em uma galáxia satélite da Via Láctea. A nova imagem destaca duas estruturas: um enorme vazio central e uma concha densa de gás e poeira ao redor.

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O vazio não surgiu do nada: estrelas brilhantes concentradas no centro lançam ventos estelares intensos e explodem como supernovas. Esses processos expulsam o gás que antes ajudou a formar essas mesmas estrelas.

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Ao varrer o material, os ventos e explosões comprimem parte do gás numa camada externa. É essa concha que delimita a superbolha — um retrato de como estrelas massivas remodelam o ambiente onde nascem.

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O levantamento do Hubble identificou quase 500 mil estrelas na região de N44. Entre elas, cerca de 30 mil são objetos estelares jovens, ainda numa fase anterior ao início da fusão de hidrogênio em seus núcleos.

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Essas estrelas em formação ajudam astrônomos a investigar o ciclo estelar: nuvens de gás geram estrelas; estrelas devolvem energia e matéria ao espaço; e esse material pode alimentar novas gerações estelares.

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A imagem lembra a escala desses processos: a N44 está fora da Via Láctea, mas é um laboratório cósmico relativamente próximo. Cada observação do Hubble amplia o catálogo público de dados usado para entender como galáxias evoluem.

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