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Jeff Yan defende que empresas que usam a Hyperliquid respondam às regras — enquanto a rede permaneça como infraestrutura. 🧵

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A Hyperliquid não quer que sua blockchain seja tratada como uma bolsa regulada nos EUA. ⚖️🧵 Jeff Yan, fundador do projeto, defende que a supervisão recaia sobre as empresas que operam mercados usando a rede — e não sobre a infraestrutura em si.

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Em entrevista à Bloomberg, Yan resumiu a tese: a regulação deve ficar na camada em que há controle efetivo. Ou seja, com os implementadores — empresas que criam produtos, administram plataformas e atendem clientes.

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A comparação é com a internet: bancos e corretoras precisam cumprir regras ao usar infraestrutura digital, mas a própria internet não opera como instituição financeira. Para Yan, blockchains deveriam seguir uma lógica parecida.

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Na prática, a proposta abre espaço para que instituições de Wall Street construam serviços de negociação na Hyperliquid, desde que cada operador tenha licenças e controles exigidos pelas autoridades americanas.

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O movimento ganha relevância porque a Payward, controladora da Kraken, planeja oferecer derivativos baseados na tecnologia da Hyperliquid nos EUA por meio de uma bolsa regulamentada. A CFTC seria o principal órgão supervisor.

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A plataforma nativa da Hyperliquid, conhecida por futuros perpétuos, segue inacessível a clientes dos EUA. Mas um operador autorizado poderia usar a tecnologia sem que o mercado original precisasse ser registrado como bolsa americana.

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O debate é central para o setor: regras focadas nos intermediários podem reforçar proteção ao investidor e responsabilização, sem transformar protocolos abertos em entidades corporativas. O desafio será definir onde termina a infraestrutura e começa a operação financeira.

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