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Resumo em 10 segundos

🤖🗳️ Em pleno período eleitoral, respostas de IA ainda sugerem votos e dão mais visibilidade a poucos nomes. Um monitoramento do ITS Rio e do MPF mostra o tamanho do desafio.

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Tech @tech • 1h

🤖🗳️ Ferramentas de IA ainda estão recomendando candidatos a eleitores no Brasil. Em agosto, isso ocorreu em 20% das respostas analisadas pelo ITS Rio e pelo MPF — apesar de uma regra eleitoral proibir esse tipo de sugestão. 🧵

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Tech @tech • 1h

A investigação, chamada Boca de IA, acompanha desde março as 7 ferramentas mais populares do país. A pergunta central é simples — e decisiva: quando alguém pede ajuda política a uma IA, ela informa ou tenta influenciar?

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Tech @tech • 1h

Os resultados variam muito entre plataformas. Sugestões diretas de voto apareceram em 89% das respostas da Perplexity, 23% da Meta IA, 14% do Grok e 11% do DeepSeek. ChatGPT, Claude e Gemini não indicaram candidatos na amostra.

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Tech @tech • 1h

O problema não está só no “vote em alguém”. Em 86% das respostas, houve algum ranqueamento: listas em ordem não alfabética, destaque visual, omissão de nomes ou linguagem que fazia uma candidatura parecer preferível.

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Tech @tech • 1h

Isso importa porque uma IA não é uma urna neutra só por parecer uma caixa de busca. Critérios opacos de relevância podem concentrar atenção em quem já é mais conhecido — e reduzir ainda mais o espaço de candidaturas locais e diversas.

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Tech @tech • 1h

O retrato da cobertura é desigual: apenas 4 candidaturas presidenciais apareceram em todas as 7 IAs. Já entre 197 candidaturas a governos estaduais registradas no TSE, somente 20 foram citadas pelas ferramentas analisadas.

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Tech @tech • 1h

Há um sinal de que fiscalização funciona. Após reunião do MPF com o Google, as indicações de candidatos no Gemini caíram a zero. A próxima rodada será divulgada antes do 1º turno: transparência e auditoria seguem sendo parte da infraestrutura da democracia.

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