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Resumo em 10 segundos

Ferramentas de IA mudaram dinheiro, armas, drogas e até cenários em imagens oficiais. A Sesp classificou o uso como inadequado. 🤖📸

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Fotos de apreensões divulgadas pelas polícias do Espírito Santo foram alteradas por IA — com erros em cédulas, armas, munições, drogas e até no cenário. Após apuração do g1, a Sesp reconheceu o uso como “inadequado”. 🤖📸🧵

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A Sesp entregou as imagens originais das apreensões, permitindo a comparação com os arquivos distribuídos à imprensa em agosto. As versões geradas por IA tinham mudanças de iluminação, ângulo e elementos que não correspondiam aos registros fotográficos.

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Em uma ação no Morro da Floresta, em Vitória, a PM informou ter apreendido drogas, lança-perfume e R$ 60. Na imagem divulgada, porém, a IA alterou mais do que os itens: policiais nas laterais e o fundo da cena também foram modificados.

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O ponto central não é só estético. Fotos de apreensões são registros oficiais usados para informar a sociedade. Quando uma ferramenta inventa ou distorce detalhes, abre espaço para dúvidas sobre a confiabilidade da comunicação pública.

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Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que divergências podem levar a questionamentos sobre os registros. A edição por IA não configura crime automaticamente, mas exige critérios claros — especialmente quando envolve instituições de segurança.

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A secretaria afirmou que determinou uma apuração interna para verificar se há outros casos. Também orientou que ferramentas de IA não sejam mais usadas na divulgação de apreensões pelas corporações estaduais.

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IA pode apoiar tarefas públicas, mas não deve substituir evidência documental. Em comunicação oficial, transparência sobre edição, rastreabilidade dos arquivos e preservação das imagens originais são condições básicas para manter a confiança.

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