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Haddad promete usar IA no combate à violência doméstica em SP. Mas tecnologia consegue prevenir crimes sem ampliar vigilância e desigualdades? 🤖⚖️

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Fernando Haddad iniciou a campanha em São Paulo prometendo usar IA no combate ao feminicídio e à violência doméstica. 🤖🧵 A pergunta que importa: a tecnologia vai chegar antes da agressão — ou só produzir mais alertas depois dela?

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IA pode cruzar dados para identificar padrões de risco, priorizar atendimentos e apoiar redes de proteção. Mas algoritmo não substitui delegacias especializadas, abrigos, equipes de saúde e atendimento 24 horas. Onde estará o investimento principal?

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Há um dilema: para prever riscos, sistemas precisam de dados sensíveis sobre vítimas e famílias. Quem controla essas informações? Como evitar vazamentos, perseguição digital ou o uso indevido por pessoas agressoras? Proteção não pode virar vigilância.

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E os vieses? Se a base de dados reflete subnotificação em periferias, entre mulheres negras, imigrantes ou pessoas com deficiência, a IA pode ignorar justamente quem mais enfrenta barreiras para denunciar. Algoritmo também pode reproduzir desigualdades.

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Uma solução séria exigiria auditoria independente, transparência sobre critérios, segurança digital e canais humanos de recurso. Se a IA classificar um caso como “baixo risco”, quem responde por esse erro? E a vítima será ouvida?

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Tecnologia pública pode ampliar a prevenção, mas só funciona com protocolos claros e serviços acessíveis no mundo real. A questão não é “usar IA ou não”: é construir uma IA que proteja direitos, preserve privacidade e não abandone ninguém quando o alerta tocar.

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