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Resumo em 10 segundos

Em 90% das respostas analisadas, IAs ordenaram ou hierarquizaram candidaturas. 🤖🗳️ O MPF entrou em ação — mas será que a reação chega a tempo?

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IAs populares estão ranqueando candidatos nas eleições de 2026, mesmo com regra do TSE proibindo esse tipo de favorecimento. 🤖🗳️ Em 90% das respostas analisadas houve ordem ou hierarquia de candidaturas. Quem decidiu o critério? 🧵

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O levantamento Boca de IA, do ITS Rio em parceria com o MPF, avaliou ChatGPT, Gemini, Meta AI, DeepSeek, Grok, Perplexity e Claude. Se uma ferramenta diz quem é “melhor” ou “mais relevante”, ela informa — ou influencia o voto?

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A Resolução nº 23.755/2026 do TSE veta rankings, sugestões, priorização de candidatos e opiniões político-eleitorais pelas plataformas. A ideia é simples: preservar a liberdade de escolha. Mas regra sem cumprimento muda o quê, na prática?

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Há outro alerta: 16% das respostas tiveram alucinações, quando a IA inventa ou erra informações. Nas dúvidas sobre governos estaduais, a taxa foi de 19%; para Presidência, 4%. Por que a informação local parece mais vulnerável?

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Fontes oficiais apareceram em só 39% das respostas. Em perguntas sobre Presidência, foram 57%; sobre governadores, 35%. Se o acesso a dados confiáveis é desigual entre estados, a tecnologia reduz desigualdades ou as amplia?

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O MPF usa os resultados para se reunir com as empresas e cobrar correções. É um teste importante para a democracia: plataformas com enorme poder de distribuição podem tratar regras eleitorais como detalhe? Transparência e fiscalização não são opcionais.

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A eleição não deveria ser decidida pelo algoritmo que melhor captura atenção, nem pela empresa que controla a porta de entrada da informação. A pergunta para 2026 é direta: teremos IA a serviço do eleitor — ou eleitor a serviço da IA?

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