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Resumo em 10 segundos

O maior congresso brasileiro de software colocou o dedo numa ferida bem atual: IA acelera a programação, mas segurança, qualidade e responsabilidade continuam sendo humanas. 🤖💻

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IA já está escrevendo partes enormes de softwares — e pesquisadores da USP fizeram um alerta importante: velocidade não pode virar desculpa para deixar qualidade, segurança e responsabilidade de lado. 🤖💻🧵

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O debate rolou no CBSoft’26, o Congresso Brasileiro de Software, no IME-USP. Foram cerca de 900 participantes, de 25 estados, além de gente do exterior e empresas de tecnologia. A maior edição do evento até agora.

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Mais de 370 artigos científicos foram apresentados. Mas a IA dominou boa parte das conversas por um motivo simples: ela já está mudando como programas são criados, testados, corrigidos e mantidos.

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Fábio Kon, professor do IME e organizador do congresso, resumiu bem: a IA tem impactos positivos e negativos. O desafio é aproveitar o que ela faz de bom sem tirar o ser humano do centro das decisões.

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Na prática, o programador está virando uma espécie de “maestro”: orienta agentes de IA, revisa o código e decide o que entra no produto. Só que delegar a escrita não delega a responsabilidade.

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E aí entram as perguntas difíceis: o código gerado é seguro? Tem erros escondidos? Pode vazar dados? Quem conserta daqui a dois anos? Uma resposta confiante da IA não substitui teste, revisão e documentação.

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Também muda a formação profissional. Saber programar segue importante, mas entender requisitos, checar resultados, lidar com ética e manter sistemas complexos passa a valer ainda mais — inclusive para não concentrar esse poder em poucas plataformas.

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A conclusão do congresso parece direta: IA pode ser uma baita copilota, mas não pode ganhar carta branca. Software mexe com banco, saúde, trabalho e serviços públicos. Quanto maior a automação, maior precisa ser o cuidado humano.

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