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Resumo em 10 segundos

Mais código não significa mais valor. Com agentes de IA, a conta pode até superar salários — e medir dev por commits ficou ainda mais sem sentido. 🤖

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A IA já chegou a 84% das equipes de desenvolvimento — mas ela está desmontando a forma como empresas medem programadores. 🤖🧵 Mais linhas de código, commits e tarefas concluídas podem significar apenas que alguém apertou mais vezes o botão de gerar.

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A lógica antiga era simples: volume entregue = produtividade. Só que um dev agora pode criar centenas de linhas em minutos com IA. O trabalho que realmente importa continua sendo entender o problema, revisar, testar, integrar e manter o sistema.

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Os dados mostram uma freada no entusiasmo: só 29% dos desenvolvedores confiam na precisão das respostas da IA, ante 40% no ano anterior. E 45% dizem que depurar código produzido por IA toma mais tempo do que esperavam.

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Isso expõe uma armadilha gerencial: cobrar mais commits pode incentivar código desnecessário; medir tokens pode premiar prompts ruins e tentativas repetidas. Nenhuma dessas métricas revela, sozinha, segurança, confiabilidade ou impacto para quem usa o produto.

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Com agentes autônomos, a discussão também vira financeira. Eles leem milhares de arquivos, consultam documentação, rodam testes e repetem ações. E a cobrança deixa de ser uma licença fixa: cresce com tokens, contexto, ferramentas e tentativas.

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Em operações intensivas com modelos premium, a despesa com IA pode ultrapassar o total gasto com os profissionais do time. O risco é transformar acesso à melhor ferramenta em privilégio seletivo — sem critérios claros, transparência e treinamento adequado.

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A saída não é bloquear IA nem vigiar cada prompt. É avaliar resultados: menos incidentes, melhor experiência, manutenção mais simples, conhecimento compartilhado e entregas que resolvem problemas reais. IA acelera a produção; qualidade ainda exige responsabilidade humana.

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