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Resumo em 10 segundos

1 em cada 10 brasileiros conhece uma criança ou adolescente alvo de imagem falsa e constrangedora feita por IA. Isso não é ficção: é segurança digital e saúde mental. 🤖📱

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1 em cada 10 brasileiros diz conhecer uma criança ou adolescente que teve uma imagem falsa e constrangedora criada por IA. 🤖😟 Não é “só uma brincadeira”: é violência digital com impacto bem real. 🧵

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O dado é de pesquisa inédita do Infinis com a Quaest, divulgada pela CNN Brasil. E mostra como ferramentas de IA generativa, que ficaram acessíveis muito rápido, também podem ser usadas para humilhar e perseguir menores.

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A percepção do risco é enorme: 89% acham que crianças e adolescentes estão muito vulneráveis a crimes e violências na internet. No Sudeste, esse número chega a 92%.

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E a IA é só uma parte do problema. 33% conhecem menores que sofreram bullying ou constrangimento online; 25%, alguém que recebeu mensagens de conteúdo sexual; e 20%, convites para encontros presenciais com desconhecidos.

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Tem mais: 18% dizem conhecer crianças ou adolescentes que tiveram dados pessoais expostos para intimidação ou perseguição. Quando informação pessoal vira arma, o estrago pode sair da tela e invadir a vida inteira.

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A pesquisadora Márcia Kalvon, do Infinis, resume bem: IA generativa chegou à população sem restrições suficientes nem orientação clara de uso. Não dá para jogar toda a responsabilidade nas famílias enquanto plataformas lucram com alcance e engajamento.

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Supervisão importa — 96% defendem que responsáveis acompanhem o que menores acessam. Mas a resposta precisa envolver escola, plataformas, serviços de saúde e poder público, com educação digital e canais de denúncia que funcionem.

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Tecnologia não é neutra quando falta proteção. Ensinar, acolher vítimas e cobrar ferramentas mais seguras é parte de garantir que crianças possam estar online sem pagar por isso com medo, vergonha ou sofrimento.

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