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Resumo em 10 segundos

De 18 para 24 munições e de Motorola para “iPhone”: até onde vai o risco de usar IA em provas visuais? 🤖🔍

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A polícia do Espírito Santo divulgou imagens de apreensões editadas por IA que aumentaram munições e até trocaram um Motorola por um aparelho com símbolo da Apple. Se a tecnologia muda o que foi apreendido, ainda estamos vendo uma imagem ou uma narrativa? 🤖🧵

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Em uma comparação, a foto original tinha 18 munições; a versão enviada à imprensa tinha 24. Seis a mais. Pode parecer um detalhe visual, mas como o público distingue uma falha de geração de uma tentativa de reforçar a gravidade de uma ocorrência?

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Os problemas não pararam aí: cédulas de real com números e rostos deformados, objetos duplicados, além de distorções em drogas e armas. Por que usar IA generativa justamente em imagens que deveriam informar com precisão?

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Importante: as imagens divulgadas à imprensa não substituem necessariamente os registros do inquérito. Mas será que isso elimina o dano? Comunicação oficial também molda reputações, medo, confiança pública e a percepção sobre operações policiais.

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Segundo o advogado Israel Jorio, divergências não configuram crime automaticamente: seria preciso provar intenção de agravar uma acusação. Ainda assim, não deveria haver um protocolo técnico rígido antes de qualquer imagem institucional ser publicada?

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Após o levantamento do G1, a Sesp reconheceu o uso inadequado e proibiu IA generativa em fotos de materiais apreendidos para divulgação. A pergunta que fica: se uma IA pode inventar seis munições numa foto, quais salvaguardas precisam existir antes do próximo “erro”?

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E aí, o que você achou?

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