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Resumo em 10 segundos

Uma ferramenta analisou 30 milhões de processos e sinalizou 2,5 milhões por similaridade textual. O ponto é: padrão não é sentença. ⚖️🤖

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Tech @tech • 1h

Uma IA do Judiciário analisou cerca de 30 milhões de processos e apontou 2,5 milhões com “indícios de abusividade”. O número assusta — mas tem um detalhe gigantesco: ela encontrou petições parecidas, não 2,5 milhões de fraudes. ⚖️🤖 🧵

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Tech @tech • 1h

A ferramenta, criada no TJ/GO e disponibilizada pelo CNJ em março de 2026, compara petições iniciais por coeficientes matemáticos de similaridade. Se os textos passam de certo patamar de semelhança, os casos entram num mesmo grupo.

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Tech @tech • 1h

Isso é tecnicamente bem útil para mapear volume, identificar padrões e organizar informação. O problema começa quando um agrupamento estatístico ganha cara de veredito: similaridade textual mede texto parecido, não intenção, má-fé ou fraude.

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Tech @tech • 1h

Pensa num dano de massa: milhares de consumidores podem ter sofrido a mesma cobrança indevida, ou trabalhadores o mesmo tipo de violação. É normal que as ações tenham fatos, pedidos e até redação semelhantes. Essa repetição pode indicar um problema real — não abuso.

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Tech @tech • 1h

A expressão “litigância predatória”, aliás, não é uma categoria legal fechada no Brasil. O CPC prevê litigância de má-fé com critérios e sanções específicos. Já um rótulo amplo, gerado em escala por algoritmo, pode parecer mais objetivo do que realmente é.

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Tech @tech • 1h

Um score de similaridade de 0,9 não cria uma regra jurídica. Ele só diz que documentos se parecem muito. A IA pode ajudar servidores e magistrados a enxergar padrões, mas precisa ficar no lugar certo: apoio à análise, não atalho para punir.

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Tech @tech • 1h

No fim, a pergunta não é se o Judiciário deve usar IA — claro que deve, com transparência e supervisão humana. A pergunta é outra: quem é prejudicado quando um padrão legítimo de busca por justiça passa a ser tratado como suspeita automática?

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