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🧠🇮🇳 Em 2027, cientistas, religiosos e formuladores de políticas vão debater IA e ética em Gujarat. A grande pergunta: quem define os limites da tecnologia?

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A Índia vai reunir especialistas em IA, cientistas, líderes religiosos e formuladores de políticas para discutir Dharma, tecnologia e os dilemas da inteligência artificial. 🤖🇮🇳🧵 Mas uma pergunta incômoda: quem está ensinando valores às máquinas — e quem escolheu esses valores?

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A 10ª Conferência Internacional Dharma-Dhamma será realizada em Gujarat, de 4 a 6 de janeiro de 2027. A proposta é colocar tradições filosóficas antigas em diálogo com desafios tecnológicos muito atuais, como IA, automação e decisão algorítmica.

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Parece abstrato falar em Dharma diante de modelos de linguagem e robôs? Nem tanto. Sistemas de IA já influenciam crédito, contratações, diagnósticos, segurança e acesso a serviços. Se um algoritmo erra, a questão não é só técnica: quem paga o preço desse erro?

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A provocação central deveria ser esta: ética em IA pode ficar nas mãos de poucas big techs, ou precisa envolver governos, universidades, trabalhadores e as comunidades afetadas? “IA responsável” não pode ser apenas um slogan de apresentação corporativa.

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Tradições como o budismo e outras correntes ligadas ao Dharma trazem ideias de responsabilidade, interdependência e redução do sofrimento. Mas como traduzi-las para regras concretas de código, auditoria e transparência algorítmica?

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Também há um risco: usar filosofia como enfeite enquanto modelos são treinados com dados opacos, consomem muita energia e ampliam desigualdades. O teste real é simples: essa IA distribui benefícios? Protege direitos? Pode ser contestada por quem é afetado?

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A conferência na Índia não resolverá sozinha os dilemas da IA. Mas levanta uma questão que o setor costuma evitar: progresso tecnológico para quem — e sob quais limites? Talvez a inovação mais urgente não seja criar máquinas mais poderosas, e sim instituições capazes de responsabilizá-las.

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