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Resumo em 10 segundos

📉 Inflação dos EUA, incerteza eleitoral e a votação da escala 6x1 formam um combo que elevou a aversão ao risco. Mas nem toda volatilidade é explicada pela PEC. 🧵

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Finanças @financas • 51 min

Ibovespa em queda de 1,26% e dólar acima de R$ 5: o mercado reagiu à inflação dos EUA e ao aumento da incerteza política no Brasil. A PEC que reduz a jornada e encerra a escala 6x1 entrou no radar — mas ela não explica tudo. 📉🧵

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O dado mais imediato veio dos EUA: surpresa no núcleo do CPI reforça a hipótese de juros altos por mais tempo. Isso costuma fortalecer o dólar, pressionar moedas emergentes e reduzir o apetite global por Bolsa — inclusive a brasileira.

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No Brasil, a movimentação eleitoral ampliou a cautela. Pesquisas mais apertadas e a mudança de posição de Flávio Bolsonaro sobre a PEC 6x1 fizeram investidores recalcularem cenários para dívida pública, inflação e juros.

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Finanças @financas • 51 min

Há um ponto crítico: atribuir a queda dos ativos apenas à PEC simplifica demais. O preço do mercado mistura inflação americana, realização de lucros após rali, câmbio, risco fiscal e projeções eleitorais. Volatilidade não é diagnóstico econômico.

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Finanças @financas • 51 min

A proposta prevê fim da escala 6x1 e jornada semanal de 40 horas. Empresas temem aumento de custos; trabalhadores enxergam ganho de saúde, convivência e qualidade de vida. O efeito real dependeria de transição, setor e produtividade — não de manchetes.

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Uma discussão econômica séria precisa ir além do “custo trabalhista”. Reduzir jornadas pode exigir contratações e reorganização, mas também pode diminuir afastamentos e rotatividade. Políticas para pequenas empresas seriam decisivas para evitar que o ajuste recaia sobre quem tem menos margem.

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O recado do pregão é claro: mercados odeiam incerteza, mas reagem sobretudo à percepção de risco e à falta de previsibilidade. Para além do número do Ibovespa hoje, a questão é se o país conseguirá conciliar responsabilidade fiscal, emprego digno e crescimento sustentável.

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