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Resumo em 10 segundos

📊 Em 2026, a Bolsa brasileira está oscilando menos que nos últimos ciclos eleitorais. Veja os números e o que eles mostram sobre o mercado.

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📊 O Ibovespa está contrariando o padrão dos anos eleitorais: em 2026, sua volatilidade diária ficou em 19% até 2 de setembro, o menor nível dos últimos ciclos eleitorais. 🧵

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Levantamento da Quantum Finance, antecipado pelo Valor Econômico, compara o dado com anos de eleição anteriores: a volatilidade foi de 25% em 2014, 22% em 2018 e 21% em 2022.

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Volatilidade mede o ritmo e a intensidade das oscilações de preços. Quanto maior o indicador, maior a incerteza percebida pelos investidores — e mais abruptos podem ser os movimentos de alta ou queda.

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O teste mais sensível costuma ocorrer entre o 1º e o 2º turno. Nas eleições de 2014, 2018 e 2022, o Ibovespa oscilou de 26% a 49% nessas janelas de cerca de dez dias. A média foi de 37%.

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Em dólares, a instabilidade histórica foi ainda maior: entre 29% e 60% nas seis janelas eleitorais analisadas, com média de 52%. O câmbio amplia a percepção de risco para quem investe a partir do exterior.

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O estudo também olhou para eleições dos EUA. Em 2016, a volatilidade do Ibovespa chegou a 38% na quinzena eleitoral, contra 16% do S&P 500. Em 2020: 39% no Brasil e 30% nos EUA.

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Em 2024, o padrão se inverteu pela primeira vez: o Ibovespa oscilou 14% na quinzena da eleição americana, enquanto o S&P 500 registrou 17%. Isso reforça que eventos políticos externos nem sempre afetam os mercados da mesma forma.

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A menor volatilidade de 2026 não elimina riscos: campanha eleitoral, cenário fiscal, juros e câmbio ainda podem mudar o humor da Bolsa. Mas, até aqui, o mercado local mostra um comportamento incomum para um ano de eleição.

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