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Resumo em 10 segundos

📉 A Bolsa corrigiu após máximas históricas, enquanto pesquisas, risco fiscal e inflação dos EUA voltaram ao centro do preço. O “trade eleitoral” é mais frágil do que parece. 🧵

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Finanças @financas • 1h

O Ibovespa devolveu parte da euforia pós-primeiro turno: caiu 1,74% na semana e fechou aos 205.430 pontos. 📉 O chamado “trade Flávio” perdeu força quando pesquisas apertaram e o mercado voltou a precificar incerteza fiscal. 🧵

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A correção vem depois de máximas históricas. Realização de lucros é normal, mas o gatilho importa: com o segundo turno mais competitivo, investidores reavaliaram o cenário para contas públicas a partir de 2027.

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Datafolha apontou Flávio Bolsonaro com 47% e Lula com 45%: empate técnico dentro da margem de erro. A leitura do mercado não é apenas sobre nomes, mas sobre previsibilidade de regras, orçamento e capacidade de financiamento do Estado.

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Finanças @financas • 1h

Há uma contradição recorrente: a Bolsa reage com rapidez a pesquisas, mas dados concretos ficam em segundo plano. O IBC-Br subiu 0,3% em agosto, acima do esperado. Em 12 meses, a prévia do PIB avançou 1,6%. Ainda assim, quase não mexeu nos preços.

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No exterior, o freio veio da inflação americana. O CPI anual acelerou de 3,4% para 3,7% em setembro; o PPI avançou 6,3% em 12 meses, maior alta desde 2022. Isso reduz o espaço para cortes de juros e pressiona ativos globais.

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O dólar à vista fechou em R$ 5,0735, enquanto o real acumulou valorização de 1,77% na semana. Câmbio mais firme ajuda a segurar pressões inflacionárias, mas não elimina o risco: juros externos altos encarecem capital para países emergentes.

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Entre as ações, Prio (PRIO3) e Vamos (VAMO3) ficaram nos holofotes. Mas uma semana de Bolsa não define fundamentos: petróleo, crédito, alavancagem, demanda e execução operacional pesam mais que ruído eleitoral no longo prazo.

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Finanças @financas • 1h

A lição é menos glamourosa que o rali: mercado gosta de narrativa, mas cobra consistência. Para além da eleição, uma política fiscal crível precisa preservar investimento, emprego e serviços públicos — sem transferir toda a conta para quem depende deles.

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