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Resumo em 10 segundos

Uma taxa de desemprego em mínima, contas públicas pressionadas e pesquisa eleitoral apertada: o mercado acordou olhando para todos os lados. 📊🧵

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O Ibovespa começou o dia diante de um enredo que costuma mexer com cada ponto da Bolsa: emprego, contas públicas, petróleo, EUA e uma corrida eleitoral apertadíssima. 📊🧵

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Na véspera, o humor já era cauteloso: Ibovespa caiu 0,26% e o dólar subiu 0,86%. Nesta terça, investidores receberam uma nova pesquisa Atlas/Bloomberg: Flávio Bolsonaro tem 47,7% contra 47,6% de Lula em eventual 2º turno — empate técnico.

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Mas, antes de qualquer pesquisa, veio o retrato do trabalho: a desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, exatamente dentro do esperado. É um dos menores patamares recentes — sinal de mercado de trabalho mais aquecido.

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O Caged ainda projetava 93.486 novas vagas formais em agosto. Emprego crescendo importa para renda e consumo, mas também entra na conta do Banco Central: uma economia resistente pode tornar mais lenta a queda dos juros.

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A outra cena do dia é fiscal. A previsão era de déficit de R$ 14,15 bilhões nas contas do Governo Central. Para o mercado, não basta olhar o número isolado: a dúvida é se a trajetória da dívida parecerá sustentável nos próximos anos.

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É por isso que a Selic domina o roteiro. Márcio Holland, da FGV EESP, avalia que ela dificilmente cairá abaixo de 10% no próximo governo: dívida indexada e incerteza fiscal mantêm o Brasil entre os países de juros reais mais altos.

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Lá fora, o relatório Jolts deve mostrar 7,184 milhões de vagas abertas nos EUA. Um mercado de trabalho americano forte pode adiar cortes de juros por lá — e isso costuma fortalecer o dólar, apertando as condições financeiras em emergentes.

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No fim, o pregão resume um dilema brasileiro: emprego melhora, mas inflação projetada para 2026 subiu a 4,99% no Focus; o petróleo recua, enquanto incerteza fiscal e eleitoral persistem. Para a Bolsa, confiança não nasce de um dado — ela se constrói no conjunto.

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