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Resumo em 10 segundos

📈 Após três semanas de queda, a bolsa reagiu com aporte externo, inflação mais favorável e ações descontadas no radar.

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Ibovespa voltou a subir: o índice avançou 2,71% na semana, fechando aos 177.664,62 pontos e interrompendo três semanas seguidas de perdas. A retomada do fluxo estrangeiro ajudou a virar o humor da B3. 📈🧵

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Segundo o Bank of America, investidores estrangeiros aportaram cerca de R$ 3,2 bilhões no mercado à vista na semana. O movimento devolve parte das saídas de quase R$ 22 bilhões no mês; no ano, o saldo segue positivo em R$ 16 bilhões.

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Dois fatores explicam a recuperação, segundo Bruna Sene, da Rico: queda do petróleo, que alivia o cenário inflacionário, e recomposição de posições em ações que haviam caído muito — com destaque para Vale (VALE3) e bancos.

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Na macroeconomia, o IPCA-15 caiu 0,40% em agosto. Em 12 meses, a inflação acumulou 4,24%, abaixo do esperado pelo mercado. A leitura reforçou apostas de que haverá espaço para novos cortes na Selic, hoje em 14% ao ano.

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A curva de juros reagiu: o DI para janeiro de 2027 terminou o pregão em 13,610%. Juros futuros menores costumam favorecer ações, pois reduzem o custo de capital das empresas e tornam a renda variável relativamente mais atrativa.

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O mercado de trabalho trouxe sinais mistos. A desocupação caiu a 5,3% no trimestre até julho, mínima da série iniciada em 2012. Mas o Caged registrou 58.568 vagas formais em julho, abaixo das projeções — dado relevante para consumo e renda.

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No noticiário corporativo, a Braskem (BRKM5) entrou em recuperação extrajudicial com cerca de US$ 11 bilhões em dívidas e foi excluída dos índices da B3, incluindo o Ibovespa. Entre as ações, Yduqs (YDUQ3) teve o melhor desempenho da semana.

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A semana resume o desafio da bolsa: fluxo externo e inflação melhor podem sustentar o apetite por risco, mas câmbio, juros, cenário eleitoral e crises empresariais seguem no preço. O dólar à vista, aliás, subiu 1%, para R$ 5,1965.

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