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Resumo em 10 segundos

📈 Bolsa ganha fôlego com Vale, Treasuries em queda e ações domésticas reagindo. O mercado, porém, segue precificando riscos geopolíticos e eleitorais. 🧵

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📈 Ibovespa avançava 0,91%, aos 169.451 pontos, puxado pela Vale e pela queda dos juros futuros. O exterior mais calmo ajudou — mas entre EUA-Irã e pesquisa eleitoral no radar, chamar isso de tranquilidade seria exagero. 🧵

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A Vale subia 1,30%, mostrando mais uma vez seu peso desproporcional no índice. Quando uma única gigante ligada a commodities move a Bolsa, o número do Ibovespa melhora — mas não necessariamente retrata a realidade de empresas menores ou da economia cotidiana.

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Os juros futuros recuavam em linha com os Treasuries dos EUA. Na prática: se o custo esperado do dinheiro diminui, ações de varejo, construção, educação e outros setores domésticos tendem a ficar relativamente mais atraentes.

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O movimento externo também era positivo: S&P 500 +0,44%, Dow Jones +0,52% e Nasdaq +0,47%. Só que a direção dos mercados brasileiros ainda depende fortemente de decisões em Washington — uma vulnerabilidade recorrente para países emergentes.

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Petrobras acompanhava a leve alta do petróleo, com ganhos modestos. Mas petróleo mais caro é ambíguo: favorece receitas da estatal e do setor, enquanto pode pressionar inflação, transporte e o orçamento das famílias, sobretudo as de menor renda.

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O volume projetado, de R$ 22,8 bilhões, sugere participação relevante, mas investidores aguardavam o Datafolha eleitoral após o pregão. Pesquisas não mudam lucros empresariais de um dia para o outro; mudam a percepção sobre regras, políticas e riscos futuros.

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O alívio de hoje é real, porém condicional: depende de juros globais, preços de minério e petróleo, tensão no Oriente Médio e leitura política local. Bolsa em alta é termômetro de expectativas — não um certificado automático de melhora para toda a economia.

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