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Resumo em 10 segundos

📉 Enquanto a Bolsa comemorou o pós-1º turno, exportadoras ficaram no vermelho. O câmbio ajuda a explicar — e mostra por que queda não significa automaticamente pechincha. 🧵

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O Ibovespa disparou 7,14% após o 1º turno, mas 12 ações caíram no mesmo período. 📉 Entre elas: Suzano, Embraer, Vale, Gerdau e PRIO. O motivo central não foi, necessariamente, piora nos negócios: foi o câmbio. 🧵

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Vamos aos números: entre 2 e 6 de outubro, o dólar PTAX caiu de R$ 5,2238 para R$ 4,9698. Isso significa uma valorização de 4,86% do real em só dois pregões. Ao mesmo tempo, o Ibovespa saiu de 192.115 para 205.835 pontos.

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Por que um real mais forte pode pressionar exportadoras? Empresas como Suzano, Vale e Embraer recebem parte relevante de suas receitas em dólar. Quando convertem esses dólares para reais, cada US$ 1 passa a valer menos na contabilidade brasileira.

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Exemplo simples: se uma empresa vende US$ 100 no exterior, com dólar a R$ 5,22 isso equivale a R$ 522. Com dólar a R$ 4,97, vira R$ 497. A venda em dólar foi a mesma — mas a receita convertida em reais diminuiu.

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Por isso, 10 das 12 quedas estavam em negócios ligados a exportação ou commodities: celulose, minério, aço, petróleo e aeronáutica. Foi uma rotação setorial: investidores reduziram exposição a dolarizadas e buscaram ações mais beneficiadas por juros menores.

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Mas queda não é sinônimo automático de oportunidade. Para avaliar essas ações, vale olhar geração de caixa, dívida, preço das commodities, demanda global e cenário do dólar. O episódio reforça uma lição: Bolsa não sobe nem cai em bloco — cada setor reage a incentivos diferentes.

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