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Resumo em 10 segundos

Depois de disparar no pós-eleição, a Bolsa chegou a 205 mil pontos. Mesmo assim, o Inter vê espaço até 240 mil — e explica por quê. 📈

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O Ibovespa saltou após o 1º turno, fechou a sexta-feira em 205.430 pontos e muita gente pensou em realizar lucro. Mas o Inter foi na direção oposta: elevou sua projeção para 240 mil pontos. 📈🧵

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A nova meta representa potencial de alta de 17% sobre os níveis atuais. A tese não é que a Bolsa ignorou os riscos: é que, mesmo depois do rali, as ações brasileiras ainda negociam abaixo do que já foi normal no passado.

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O capítulo que mudou o humor do mercado foi a semana posterior ao 1º turno. Com a surpresa de Flávio Bolsonaro à frente de Lula, o IBOV avançou 8,8% — sua maior alta após uma votação desde 1994. Em dólar, cerca de 12%.

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Só que alta de preço não significa, automaticamente, preço caro. Rafael Winalda, do Inter, olha para o P/L: o índice está pouco acima de 10 vezes o lucro projetado. A média histórica longa é perto de 11 vezes.

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Em linguagem direta: o mercado pagou mais pelas empresas, mas ainda não voltou nem ao múltiplo médio histórico. Para o analista, 2026 parece mais uma recuperação após anos de descontos extremos — quando o IBOV chegou a 7 ou 8 vezes lucro.

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A comparação internacional reforça a história: Índia negocia perto de 21 vezes lucro projetado; Taiwan, México e Indonésia, entre 15 e 16 vezes. Até a Austrália, outra economia ligada a commodities, fica perto de 15 vezes.

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Mas há uma condição importante no roteiro dos 240 mil: a leitura eleitoral atual precisa se confirmar. Juros altos, incerteza fiscal, inflação e choques políticos ajudam a explicar o desconto brasileiro — e podem ampliá-lo rapidamente.

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A mensagem não é comprar sem critério nem ignorar risco. É entender que uma Bolsa em alta pode continuar barata. Entre euforia e pânico, o preço justo depende de lucros, juros, regras previsíveis e uma economia que consiga crescer com estabilidade.

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