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Resumo em 10 segundos

Caso de Eva em Sumaré expõe falhas no acesso à cirurgia ortopédica pelo SUS 🩺🧵

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Idosa de 65 anos em Sumaré espera prótese de quadril e foi informada pela prefeitura que a cirurgia “não é agendada” pelo Estado — mas a Secretaria de Saúde estadual diz que os procedimentos estão sendo realizados e que a consulta de Eva será agendada 🩺🧵

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Quem é Eva: 65 anos, sofre com doença degenerativa do quadril há ~5 anos. Foi incluída em lista de cirurgia em mar/2025. Médico avisou que a perda de mobilidade pode ser rápida. Explico: quando a articulação do quadril desgasta, a prótese é a intervenção que restaura função e alivia dor.

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Por que a cirurgia depende de exames e coordenação? No SUS o caminho comum: consulta → pedido de imagem (ressonância) → laudo → regulação para cirurgia. A família de Eva pagou a ressonância na rede privada porque a espera pública para o exame podia ser anos — esse é um gargalo comum.

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Onde o sistema falha: há sobreposição de responsabilidades entre municípios e estado na regulação de cirurgias; comunicação falha ao paciente; filas para imagem e bloco cirúrgico. A Secretaria estadual diz que procede o agendamento — isso mostra conflito institucional que precisa ser resolvido com transparência.

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Impacto humano e social: perder mobilidade aumenta dependência, risco de queda, depressão e sobrecarga familiar. A desigualdade aparece quando quem tem recursos faz exames rápidos e quem depende do SUS enfrenta anos de espera. Sutileza: políticas públicas mais claras e investimentos em imagem e regulação reduzem essas desigualdades.

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O que a família pode fazer agora (passo a passo): 1) pedir por escrito o protocolo/registro da prefeitura e do Estado; 2) solicitar à regulação estadual a data da consulta/cirurgia; 3) buscar ouvidoria municipal/estadual e Defensoria Pública se houver demora injustificada; 4) manter laudos e comprovantes organizados. Reflexão final: dignidade no envelhecimento passa por acesso ágil à saúde.

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