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Resumo em 10 segundos

A conta projetada para 2027 não fecha fácil: a IFI vê déficit, dívida maior e risco de novo bloqueio de gastos. 💸🧵

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O governo pode ter de congelar pelo menos R$ 35,7 bilhões em gastos em 2027 para tentar cumprir a meta fiscal, segundo a IFI. E o cenário é bem mais apertado do que parece 💸🧵

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No projeto do Orçamento, a meta é alcançar superávit primário de R$ 18,6 bilhões. Mas a projeção da Instituição Fiscal Independente aponta para o oposto: déficit de R$ 86,1 bilhões.

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Traduzindo sem economês: antes mesmo de 2027 começar, a IFI calcula uma diferença grande entre o que o governo espera arrecadar e o que terá de gastar. Daí vem a pressão por bloqueios no Orçamento.

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O problema é que boa parte das despesas é obrigatória. Quando precisa cortar, sobra menos espaço para obras, investimentos e serviços públicos — justamente áreas que podem melhorar transporte, saúde e educação no dia a dia.

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A IFI também vê a dívida pública subindo: de 82,5% do PIB hoje para 86,4% no fim de 2027. Com dívida maior, os juros tendem a continuar pressionados. E juros altos não ficam só em Brasília: pesam no cartão, no consignado e na casa própria.

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Outro ponto: o governo projeta PIB crescendo 2,5% em 2027; a IFI estima 1,8%. Parece pouca diferença, mas crescimento menor costuma significar menos criação de empregos, renda e arrecadação.

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Os programas sociais, porém, estão previstos no texto: Bolsa Família com R$ 157,1 bi, BPC com R$ 145,1 bi e R$ 10,5 bi para o Pé-de-Meia. O desafio é equilibrar as contas sem transformar o ajuste em corte de oportunidades para quem mais depende do Estado.

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No fim, a discussão de 2027 não será só sobre “gastar menos”. Será sobre onde cortar, quem fica protegido e como evitar que juros e dívida engulam recursos que poderiam virar políticas públicas e investimento.

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