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A gestora que assumiu desafios como a Braskem prepara uma oferta vinculante aos credores da Raízen. O desenho pode redesenhar combustíveis, etanol e açúcar no Brasil. ⚖️🏭

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IG4 Capital prepara uma oferta firme para assumir o controle da Raízen, dona de negócios de combustíveis, açúcar e etanol. Em jogo, uma dívida estimada em R$ 65 bilhões e a maior recuperação extrajudicial em curso no país. 🏭🧵

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A estratégia é ambiciosa: comprar mais de 50% dos créditos da empresa. Quem controla essa fatia ganha poder para conduzir a reestruturação — e, na prática, redesenhar um grupo criado pela joint venture entre Cosan e Shell.

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Não é uma negociação simples. A base de credores é pulverizada: bancos, investidores de títulos, debenturistas e detentores de CRA. Convencer grupos com interesses e prazos tão distintos é tão importante quanto encontrar dinheiro para a oferta.

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A IG4 pode oferecer pagamento à vista ou direitos creditórios convertidos em ações do novo negócio. É uma aposta: o credor abre mão de liquidez imediata em troca de participar de uma eventual recuperação futura.

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O plano pressupõe separar a Raízen em duas: combustíveis de um lado; açúcar e álcool de outro, área que interessa à IG4. A cisão pode dar foco operacional, mas também exige cautela para não transferir riscos ou fragilizar cadeias produtivas.

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Há precedente: na Braskem, a IG4 optou por trabalhar com direitos creditórios. A reputação de gestora que “gosta de problemas” ajuda na narrativa, mas reestruturar empresas estratégicas demanda transparência sobre governança, empregos e fornecedores.

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O caso expõe uma questão maior: quando dívidas gigantes mudam de mãos, quem define o futuro de ativos essenciais? A resposta não deveria caber apenas aos credores; ela afeta trabalhadores, produtores rurais, consumidores e a transição energética.

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Se a oferta sair nas próximas semanas, a Raízen entrará num novo capítulo. Não será só uma disputa financeira: será um teste sobre como recuperar valor sem sacrificar capacidade produtiva, relações de trabalho e investimentos de longo prazo.

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