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🍺🚬 A partir de fevereiro, bebidas alcoólicas e cigarros entram no foco do imposto seletivo. Entenda por que 38 países ricos já usam essa estratégia — e o impacto possível no SUS. 🧵

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🍺🚬 O Brasil começará a cobrar, em fevereiro, o imposto seletivo sobre produtos como bebidas alcoólicas e cigarros — o chamado “imposto do pecado”. A ideia é desestimular danos à saúde e contribuir para custos públicos ligados ao consumo. 🧵

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Não é uma invenção isolada: 38 países ricos já tributam álcool e tabaco de forma específica. O princípio é direto: produtos associados a doenças evitáveis podem ter preços que reflitam melhor seus impactos na saúde coletiva.

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No caso do tabaco, a evidência é especialmente robusta: preço mais alto tende a reduzir o início do consumo, sobretudo entre adolescentes. É uma medida preventiva com potencial de evitar dependência, doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios.

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Com o álcool, o debate é mais amplo, mas a lógica também passa pela prevenção. Reduzir o consumo nocivo pode significar menos acidentes, violência, internações e doenças crônicas — impactos que atingem famílias, trabalhadores e toda a rede de saúde.

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A arrecadação é relevante, mas não resolve tudo sozinha. Para funcionar de verdade, a tributação precisa caminhar com fiscalização, combate ao mercado ilegal, informação de qualidade e acesso ampliado a tratamento para dependência.

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Há também um ponto de justiça: o SUS atende as consequências do consumo nocivo, muitas vezes sem que esses custos apareçam no preço final dos produtos. O imposto seletivo tenta aproximar essa conta da realidade, sem perder de vista a proteção aos mais vulneráveis.

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O maior ganho possível não está apenas na receita, mas no que pode ser evitado: menos pessoas começando a fumar, menos danos pelo álcool e mais espaço para prevenção. Saúde pública também se constrói com escolhas coletivas inteligentes. ✨

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