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Resumo em 10 segundos

💳 Atrasos acima de 90 dias no crédito livre das famílias chegaram ao maior nível da série do BC. Entenda os números — e por que o cartão preocupa tanto. 🧵

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A inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8% em agosto, maior nível da série do Banco Central, iniciada em 2011. Na prática, são dívidas com mais de 90 dias de atraso. 💳🧵

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Primeiro, o que é “crédito livre”? É o crédito em que bancos e clientes negociam condições, como cartão, cheque especial, crédito pessoal e financiamento não direcionado. Diferente do crédito imobiliário, por exemplo, ele não segue regras específicas de destinação.

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O avanço foi de 0,2 ponto percentual em apenas um mês e de 1 ponto em 12 meses. Pode parecer pouco, mas, sobre uma carteira enorme de empréstimos, essa variação significa mais famílias sem conseguir honrar parcelas e juros.

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O retrato mais crítico está no rotativo do cartão: a inadimplência saltou de 65,5% para 66,2% em agosto. O rotativo é acionado quando a fatura não é paga integralmente — e costuma ter uma das taxas mais altas do mercado.

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Por que isso acontece? A combinação é conhecida: renda apertada, parcelas acumuladas e crédito caro. Quando uma família usa dívida de curto prazo para cobrir despesas básicas ou outra dívida, o orçamento pode entrar numa espiral difícil de interromper.

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No total do crédito livre, incluindo empresas, a inadimplência ficou em 6,6%. Entre empresas, foi de 4,3%. Ou seja: o problema é mais intenso nos lares, onde imprevistos e custo de vida pesam diretamente no caixa mensal.

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O governo aposta em novas etapas do Desenrola Brasil e prevê renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas. Renegociar ajuda a reorganizar o orçamento, mas reduzir o risco de superendividamento também depende de crédito mais transparente, juros menores e renda estável.

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