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🇮🇳 Após décadas exportando tecnologia e serviços, a Índia tenta ampliar sua manufatura — de eletrônicos a setores de alta tecnologia.

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🇮🇳 A Índia, potência global de software e serviços de TI, quer ganhar escala também no chão de fábrica. O desafio é ampliar a manufatura sem perder o impulso em tecnologia — e disputar espaço em cadeias globais hoje dominadas pela China. 🧵

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O percurso indiano contrasta com o chinês. A China começou com produção industrial de larga escala, absorveu trabalhadores que saíam do campo e avançou gradualmente para setores como veículos elétricos, chips, robótica e IA.

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A Índia seguiu outro caminho: tornou-se referência em programação, terceirização de processos e serviços empresariais. Profissionais do país ocupam posições centrais em empresas como Microsoft e IBM, enquanto suas exportações digitais dispensam portos e contêineres.

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Mas a estrutura do emprego mostra o tamanho do desafio. Em 2025, 43% dos trabalhadores indianos estavam na agricultura, ante 12% na manufatura, segundo dados citados pelo governo. Criar empregos industriais de qualidade virou uma prioridade econômica.

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A produção industrial avançou: a manufatura cresceu 10,7% no último ano, acima da economia em geral. Ainda assim, o setor respondeu por só 15% da atividade econômica — praticamente a mesma fatia registrada três anos antes.

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Para chegar à meta de uma economia de US$ 30 trilhões em 2047, a Índia aposta em capacidade fabril, tecnologia e qualificação profissional. O teste será converter esse crescimento em cadeias produtivas mais sofisticadas e oportunidades amplas de trabalho.

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