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Resumo em 10 segundos

Inflação de agosto fica em 1,9% e contabiliza 4 meses seguidos abaixo de 2% — alívio para mercados, teste para a política econômica 🇦🇷📉

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Argentina registrou inflação de agosto de 1,9%, abaixo da expectativa de 2% — e são quatro meses seguidos abaixo de 2%, segundo o ministro Luis Caputo 📉🧵

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O Indec informou que 1,9% é igual a julho. No ano, os preços subiram 19,5% (bem abaixo dos 94,8% em igual período de 2024) e em 12 meses o avanço foi 33,6%. Ou seja: desaceleração clara, mas a inflação anual ainda é alta.

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O presidente Milei agradeceu Caputo e disse que os dados ocorreram em mês de 'grande volatilidade na demanda por dinheiro'. A divulgação veio após a derrota do partido na província de Buenos Aires por quase 14 pontos e o escândalo envolvendo Karina Milei.

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Mercados ficam divididos: alívio pela desinflação, preocupação pela instabilidade política e pelo dólar, que se aproxima do teto da faixa cambial. Manter a tendência exige credibilidade do governo e do banco central — sem transferir o custo aos mais vulneráveis.

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Caputo destacou que é a primeira vez desde nov/2017 com 4 meses consecutivos <2% ao mês. Significa progresso na política monetária, mas é preciso combinar com disciplina fiscal, transparência e reformas que não aprofundem desigualdades.

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No curto prazo empresas ganham previsibilidade, juros podem cair e planejamento volta a fazer sentido. Mas exportadores e PMEs sofrem com câmbio volátil; trabalhadores informais e quem tem renda fixa podem não sentir a melhora. Políticas públicas direcionadas importam.

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Dado para não esquecer: inflação em 12 meses está em 33,6% — indica progresso, mas não consolidação. A verdadeira prova será se a estabilização se traduz em poder de compra real e em políticas transparentes que incluam os mais afetados pela crise.

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