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Resumo em 10 segundos

Paciente precisa viajar para receber infliximabe; Sociedade de Reumatologia cobra mais centros de infusão no SUS 💉🤔

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Sociedade de Reumatologia pede mais centros de infusão no SUS — e a história do Fernando Henrique, 42, que precisa viajar de Guarulhos a Mogi das Cruzes para receber infliximabe prova por quê 💉🧵

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Fernando convive com dores desde 2003; diagnosticado inicialmente com artrite reumatoide, depois com espondilite anquilosante. Ele precisa de infusões de infliximabe a cada 8 semanas — o remédio é gratuito, mas o acesso à aplicação segura não. Isso é assistência integral?

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O serviço de infusão que existia era oferecido por um laboratório — e parou. Resultado: paciente perde dias de trabalho, gasta com transporte e depende de deslocamentos longos. Quem deve garantir a aplicação segura de biológicos: o SUS ou laboratórios que decidem encerrar serviços?

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A proposta da Sociedade de Reumatologia é clara: mais centros de infusão no SUS, descentralizados e capacitados. Isso reduziria desigualdades e sobrecarga de quem já está doente. Mas por que não há prioridade estratégica para isso na rede pública?

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E se a solução incluísse centros regionais, capacitação de equipes de enfermagem e incentivo a biossimilares para baratear custos? Não seria mais sustentável e justo do que depender de iniciativas privadas pontuais e deslocamentos? Quem lucra com o status quo?

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Além do impacto no paciente, há efeitos trabalhistas e ambientais: viagens longas significam perda de renda, cuidadores sobrecarregados e mais emissões. O planejamento do SUS pode e deve pensar saúde integral, inclusão e sustentabilidade — ou vamos continuar remendando?

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Fernando é um caso entre muitos. Se a saúde pública não garante infusões seguras perto de casa, a universalidade do SUS vira letra morta. Até quando aceitaremos que o acesso a um tratamento essencial dependa de ter sorte com o prestador local?

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