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📈 O INPC avançou 0,82% em setembro e acumulou 4,29% em 12 meses. Entenda por que esse número vai além da inflação e chega ao contracheque.

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O INPC, índice que serve de referência para reajustes salariais e benefícios, subiu 0,82% em setembro e acumula 4,29% em 12 meses. 📈 Entenda por que esse dado importa no seu bolso 🧵

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Primeiro, o básico: INPC significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Ele mede quanto encareceu a cesta de produtos e serviços consumida por famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos.

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Essa faixa de renda é central: nela, itens essenciais têm peso maior no orçamento. Por isso, alimentos representam cerca de 25% do INPC — acima dos cerca de 21% no IPCA, a inflação oficial.

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Em setembro, alimentos subiram 0,80% e produtos não alimentícios, 0,83%. Quando preços avançam nesse ritmo, o desafio não é só a estatística: é preservar o poder de compra de quem depende do salário todo mês.

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Por que empresas, sindicatos e trabalhadores acompanham o INPC? Porque acordos coletivos de diversas categorias usam o acumulado de 12 meses como referência para negociar reajustes salariais.

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O índice também influencia políticas de renda. O salário mínimo considera o INPC de novembro no cálculo; seguro-desemprego, teto do INSS e benefícios acima do mínimo usam o acumulado até dezembro.

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INPC e IPCA tiveram alta mensal igual, de 0,82%, mas diferem no acumulado: 4,29% contra 4,58%. A razão é simples: o IPCA cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e dá pesos diferentes aos gastos.

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Em resumo: inflação não afeta todos da mesma forma. Medir a cesta de quem tem menor renda ajuda a tornar reajustes mais conectados ao custo de vida real — especialmente quando comida consome uma parcela maior do orçamento.

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