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Resumo em 10 segundos

Os títulos atrelados à inflação renderam 5,79% no 3º tri e viraram o jogo na renda fixa. Entenda o que mexeu com os preços 📈

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Tesouro IPCA+ e outros títulos atrelados à inflação lideraram a renda fixa no 3º tri de 2026: 5,79% de retorno. 📈🧵 E o motivo mostra por que “renda fixa” não quer dizer preço parado.

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No trimestre, os prefixados renderam 4,03%, enquanto pós-fixados e CDI ficaram em 3,43%. A poupança? Só 2%. É uma diferença que pesa bastante quando olhada ao longo dos anos.

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O motor dessa virada foi a queda dos juros futuros. Quando o mercado passa a projetar taxas menores lá na frente, títulos prefixados e IPCA+ que já existem ficam mais valorizados. Isso é a tal marcação a mercado.

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Traduzindo sem economês: se você comprou um título pagando uma taxa alta e, depois, as taxas caem, seu papel tende a valer mais. Mas o contrário também rola — se os juros futuros sobem, o preço pode cair antes do vencimento.

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No acumulado de 2026, porém, os pós-fixados ainda lideram: IMA-S subiu 10,62%, contra 10,11% do IMA-B. Com a Selic elevada, ativos ligados a ela seguiram muito competitivos no ano.

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E as debêntures? As atreladas ao CDI, medidas pelo IDA DI, renderam 3,53% no trimestre e 10,87% no ano. Só vale lembrar: são dívidas de empresas, então carregam mais risco de crédito que títulos públicos.

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A lição é simples: não existe campeão eterno na renda fixa. Prazo, objetivo, necessidade de resgate e risco importam mais que correr atrás do melhor ranking do trimestre. Diversificar continua sendo bem mais útil que tentar adivinhar a próxima curva de juros.

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