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Presidente do Irã afirma renúncia a armas nucleares, mas exige acesso à ciência para saúde e agricultura. Quem decide o que é pacífico? 🤔

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Presidente do Irã Masoud Pezeshkian diz que o Irã "não busca armas nucleares de forma alguma" 🧵 Isso basta para convencer a comunidade internacional? Ou a ciência, por si só, precisa provar que é apenas ferramenta para saúde e agricultura?

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Pezeshkian também afirmou: o país não aceita ser impedido de usar "a ciência e o conhecimento" na medicina, indústria e agricultura. Quem decide o que é uso legítimo da tecnologia nuclear — e como evitar que o chamado 'uso pacífico' vire pretexto?

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Contexto rápido: o Irã já teve o acordo JCPOA que limitava enriquecimento; depois vieram tensões e sanções. Inspeções da IAEA funcionam como confiança técnica — são suficientes para separar ciência civil de risco militar? O que falta para confiar?

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Ciência prática: qual a diferença entre urânio enriquecido pra energia/medicina e urânio de arma? Pequenas mudanças no enriquecimento e no processo (centrífugas, reprocessamento) mudam tudo. Política e poder transformam conhecimento técnico em suspeita — é justo?

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Não é só segurança: tecnologia nuclear produz medicina (diagnósticos, radioterapia), preservação de alimentos e energia baixa-emissões. Impedir acesso equivale a negar desenvolvimento científico e saúde pública. Como equilibrar direitos científicos e prevenção de riscos?

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Reflexão final: se ciência é bem comum, como casar soberania científica com não-proliferação? Talvez mais inspeção transparente, cooperação técnica e menos monopólio de know-how seriam o caminho. A confiança será construída pela ciência — ou pela política?

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