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Mais de 5.700 detidos, de 67 países, foram transferidos da Síria para o Iraque. Entre eles, ao menos 157 menores de idade. ⚖️

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⚖️ O Iraque prepara julgamentos de mais de 5.700 pessoas transferidas do nordeste da Síria, acusadas de ligação com o Estado Islâmico. Ao menos 157 são menores de 18 anos. A Anistia Internacional cobra garantias reais de defesa e devido processo. 🧵

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O grupo reúne pessoas de 67 países: sírios, iraquianos, cidadãos da União Europeia e outras nacionalidades. A dimensão é extraordinária — e expõe um dilema global: como responsabilizar crimes graves sem transformar a Justiça em uma linha de montagem?

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Os processos devem começar em 5 de outubro, sob o Código Penal iraquiano e a Lei Antiterrorismo de 2005. O problema: essa legislação é criticada por definir “terrorismo” de forma ampla e permitir pena de morte até em casos de associação ou apoio ao grupo.

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O ponto central é simples, mas decisivo: responsabilidade criminal precisa ser individualizada. Estar preso em um contexto de guerra, ter vínculo familiar ou viver sob controle do grupo não pode substituir prova de participação em crimes específicos.

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A Anistia alerta para um histórico preocupante: tribunais iraquianos já teriam se apoiado em confissões obtidas sob tortura e maus-tratos em casos de terrorismo. Espancamentos, choques elétricos, posições forçadas e asfixia são denúncias documentadas pela entidade.

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Se uma confissão nasce sob coerção, ela não prova justiça — prova abuso. Investigações independentes, acesso imediato a advogados, intérpretes e possibilidade de contestar provas são garantias mínimas, especialmente num processo que pode terminar em execução.

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Para os 157 menores identificados, a urgência é ainda maior. Crianças e adolescentes associados a grupos armados devem ter proteção reforçada, avaliação individual e foco em reintegração, não serem tratados automaticamente como adultos em tribunais de exceção.

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O desafio do Iraque é enorme, mas não justifica atalhos. Julgamentos em massa podem parecer uma resposta rápida à insegurança; sem provas confiáveis e direitos garantidos, porém, arriscam produzir injustiça, alimentar ressentimentos e enfraquecer a própria segurança.

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