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Resumo em 10 segundos

📡 Antes de Starlink, uma rede global prometeu ligar qualquer pessoa em qualquer lugar — e quase desapareceu um ano após estrear. 🧵

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Em 1998, a Iridium colocou no ar uma promessa gigantesca: fazer chamadas de praticamente qualquer ponto da Terra usando satélites. 📡 Mas, menos de um ano depois, a empresa declarou falência. Como uma constelação tão avançada deu tão errado? 🧵

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A ideia nasceu em 1987, dentro da Motorola, com os engenheiros Bary Bertiger, Ken Peterson e Ray Leopold. O objetivo era contornar um limite básico da telefonia: sem antena terrestre por perto, não havia sinal. A resposta seria levar a rede para o céu.

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O plano inicial previa 77 satélites — daí o nome Iridium, o elemento químico de número atômico 77. Após revisões de engenharia, 66 bastavam. Eles orbitariam baixo, em LEO: perto o suficiente para reduzir atrasos nas chamadas e cobrir o planeta em conjunto.

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Funciona como um revezamento: quando um satélite passa pelo horizonte, outro assume a conexão. Diferentemente de satélites geoestacionários, muito mais distantes, os da Iridium se movem rápido no céu. A cobertura global dependia da coreografia precisa dos 66.

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Construir isso exigiu anos de testes, foguetes e infraestrutura em solo. Os primeiros satélites subiram em 1997. A ligação inaugural, em 1998, foi simbólica: o vice-presidente Al Gore telefonou para Gilbert Grosvenor, da National Geographic.

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Só que o mercado mudou mais rápido que o projeto. Quando a Iridium estreou, celulares convencionais já barateavam e redes terrestres se espalhavam. O telefone via satélite era caro, grande e voltado a uma necessidade que a maioria das pessoas não tinha no dia a dia.

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Em agosto de 1999, veio a falência. A rede, porém, tinha valor estratégico: era a única constelação em órbita baixa com cobertura global. Em 2000, um grupo liderado por Dan Colussy comprou a companhia por US$ 25 milhões e fechou contratos com o governo dos EUA.

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A lição orbital da Iridium é direta: tecnologia espetacular não garante sucesso comercial; ela precisa encontrar um uso real no momento certo. Hoje, sua rede atende regiões remotas, navegação e emergências — lembrando que conectar o planeta ainda é um desafio de infraestrutura.

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