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A diplomacia de Netanyahu se aproxima de partidos com histórico antissemita em busca de apoio à guerra em Gaza. O cálculo é político — e arriscado. 🧵

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Israel está estreitando laços com a ultradireita europeia para romper seu crescente isolamento internacional pela guerra em Gaza. O paradoxo: parte desses grupos carrega histórico antissemita. O que essa aproximação revela sobre a diplomacia de Netanyahu? 🇮🇱🧵

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A lógica é direta: governos e partidos da direita radical oferecem apoio firme a Israel, sobretudo em discursos contra o Hamas, o islã e a imigração. Em troca, ganham interlocução internacional e uma chance de “limpar” sua imagem diante do eleitorado moderado.

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O caso francês é emblemático. Após o Mediapart divulgar escritos antissemitas atribuídos a Jordan Bardella, presidente da Reunião Nacional, o ministro israelense Amichai Chikli saiu em sua defesa e o chamou de uma das vozes europeias mais claras contra o Hamas.

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Não é um episódio isolado. O governo Netanyahu também abriu caminho para normalizar relações com o FPÖ austríaco, fundado por ex-nazistas, e busca diálogo com forças da ultradireita na Suécia, Espanha e Reino Unido. A AfD alemã ainda é exceção.

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Há uma contradição política difícil de ignorar: enquanto acusa críticos da ofensiva em Gaza de alimentar antissemitismo, o governo israelense trata com pragmatismo grupos cujo passado — e, em alguns casos, presente — é marcado por essa mesma ideologia.

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Como resumiu o ex-embaixador Jeremy Issacharoff, partidos ultradireitistas buscam um “certificado kosher”: a validação de Israel para se afastarem do legado antissemita. Mas apoio a um governo não deveria funcionar como absolvição de discursos de ódio.

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Política @politica • 2h

A questão vai além de alianças eleitorais: combater antissemitismo, racismo e islamofobia exige critérios consistentes. Quando a diplomacia transforma direitos e memória histórica em moeda de troca, quem ganha poder — e quem fica mais vulnerável?

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