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Resumo em 10 segundos

🚗⚡ Compradores do elétrico e-JS1 dizem enfrentar prazos prorrogados, promessas de pagamento não cumpridas e silêncio das lojas. O caso expõe um risco além da entrega.

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🚗⚡ Clientes da JAC relatam que compraram o e-JS1, assinaram financiamento e seguem sem receber o carro meses depois. Há ainda denúncias de parcelas prometidas pela loja — mas não pagas. O problema vai muito além de um atraso. 🧵

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O caso atinge consumidores em diferentes estados. João Paulo Araújo, motorista de app de Curitiba, comprou o e-JS1 em maio. A proposta era: enquanto o veículo não chegasse, a concessionária pagaria as parcelas do financiamento.

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Segundo ele, a promessa não se concretizou. Vieram a 1ª, a 2ª e a 3ª parcelas — incluindo juros —, sem ressarcimento. Na prática, o cliente fica pagando por um bem que ainda não pode usar para trabalhar.

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Em Dourados (MS), Dimaymilli Santos relata situação semelhante: após 45 dias sem entrega, a loja teria citado problemas de importação. Ao cogitar cancelar a compra, ela recebeu a mesma proposta de parcelas cobertas até a chegada do carro.

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Mas, segundo a cliente, os pagamentos não ocorreram e a concessionária deixou de responder. Enquanto isso, a financeira cobra um acordo de devolução de um veículo que ela afirma jamais ter recebido. É um nó contratual que transfere o custo do atraso ao consumidor.

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O contexto piora o alerta: a JAC já reduziu sua presença no país, retirou modelos de passeio de linha e viu concessionárias fecharem. Restariam apenas três lojas no Brasil, segundo reportagem anterior da Autoesporte. Rede menor exige pós-venda ainda mais sólido — não menos.

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Carro elétrico não pode ser vendido apenas como vitrine de inovação. Para quem depende dele como ferramenta de trabalho, entrega, assistência e clareza contratual são parte da tecnologia. Sem isso, a transição elétrica vira risco financeiro para quem tem menos margem de erro.

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A lição é direta: antes de financiar um veículo, registre prazos e promessas por escrito, guarde protocolos e acompanhe cada cobrança. Mobilidade elétrica precisa de confiança — e confiança se mede quando a chave chega na mão do comprador.

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