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✨ A luz de Hebe viajou mais de 13 bilhões de anos e pode guardar a assinatura da primeira geração de estrelas cósmicas. 🧵

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O James Webb encontrou em Hebe a evidência mais forte até agora de estrelas surgindo quando o Universo tinha só 400 milhões de anos ✨🧵 A luz observada viajou mais de 13 bilhões de anos até nós — um retrato do começo cósmico.

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Primeiro, o que é Hebe? É um pequeno aglomerado de estrelas muito distante, próximo à galáxia GN-z11. Como olhar longe no espaço é olhar para trás no tempo, o Webb a vê como ela era na infância do Universo.

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O ponto central está na “impressão digital” da luz, chamada espectro. Em Hebe, os cientistas detectaram hélio ionizado: átomos de hélio que perderam elétrons após receber radiação extremamente energética.

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Que tipo de astro produz essa radiação? Estrelas muito quentes e massivas. Isso combina com a hipótese das estrelas de População III, a primeira geração estelar, formada quase só por hidrogênio e hélio.

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Elas seriam diferentes das estrelas atuais: praticamente não teriam elementos pesados, que os astrônomos chamam de “metais”. Ferro, oxigênio, carbono e outros elementos só se espalharam depois, forjados no interior de estrelas e em supernovas.

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Ainda não é uma confirmação definitiva de estrelas de População III — ciência exige cautela e novas observações. Mas Hebe oferece a melhor pista espectral já obtida sobre os astros que começaram a iluminar e transformar o Universo primordial.

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