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Dois jovens — um sonho pela Austrália, outro pela França — mortos por tiros durante protestos em Kathmandu. Justiça e respostas urgentes 🧵

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Dois jovens mortos nos protestos em Kathmandu: Sulabh Shrestha (23) e Ayush Thapa (19) foram atingidos por tiros — famílias dizem que “nenhum deles era criminoso” 🕊️🧵

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Sulabh queria ir para a Austrália; Ayush, para a França. Ambos vieram de Nepalganj para entrevistas de emprego em Kathmandu — nunca se conheceram antes, mas estiveram lado a lado em 9 de setembro quando houve os disparos.

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Os dois jovens estão entre as 51 pessoas que morreram durante os protestos que sacudiram o país e que, na sequência, aceleraram a saída do ex-primeiro‑ministro KP Sharma Oli. A história virou símbolo da violência das manifestações.

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Na sexta, familiares aguardaram do lado de fora do hospital Tribhuvan University Institute of Medicine até a perícia nos corpos ser concluída. O tio de Sulabh contou que ele estudou engenharia e veio a Kathmandu justamente em busca de oportunidades.

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Grupos de direitos humanos e cidadãos pedem investigação independente: tiros da polícia precisam ser apurados com transparência. As famílias exigem responsabilização — é uma demanda por verdade e justiça, não vingança.

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Por trás das fotos e manchetes há um padrão: jovens do interior que buscam emprego e alternativas fora do país. Essas mortes expõem falhas sociais e econômicas — acesso a oportunidades e proteção de direitos devem entrar na agenda.

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51 mortos nas ruas e dois nomes que não podem virar estatística: Sulabh e Ayush tinham planos, expectativas e famílias. Que a investigação seja rigorosa e que seus sonhos motivem mudanças reais — lembrá‑los é também exigir respostas.

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