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Resumo em 10 segundos

📍 Tecnologia, territĂłrio e participação cidadĂŁ: moradores do Campo Belo vĂŁo transformar enchentes, lixo e ilhas de calor em dados para cobrar soluçÔes. đŸ§”

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Jovens do Campo Belo, em Campinas, vĂŁo usar tecnologia de cĂłdigo aberto para mapear enchentes, descarte irregular de lixo e ilhas de calor nos bairros perifĂ©ricos. A ideia: transformar vivĂȘncias locais em dados que ajudem a cobrar soluçÔes. đŸ“đŸ§”

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Mas o que isso significa na prĂĄtica? Os participantes serĂŁo formados para registrar problemas ambientais em uma plataforma digital: onde ocorrem, com que frequĂȘncia e quais impactos causam no cotidiano da comunidade.

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Esse tipo de mapeamento Ă© chamado de produção cidadĂŁ de dados. Em vez de depender apenas de levantamentos oficiais, moradores passam a documentar o territĂłrio com informaçÔes que conhecem de perto. É tecnologia aplicada Ă  participação pĂșblica.

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O projeto é do coletivo Assaltar as Nuvens e foi selecionado pelo edital Jucamp, que oferece financiamento e apoio técnico a açÔes lideradas por jovens em territórios periféricos de Campinas.

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O foco também é enfrentar o racismo ambiental: quando populaçÔes socialmente vulneråveis ficam mais expostas a enchentes, poluição, pouca arborização e infraestrutura precåria. Mapear essas desigualdades ajuda a tornå-las visíveis e mensuråveis.

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Os dados locais reforçam a urgĂȘncia: 58% dos jovens ouvidos em pesquisa disseram que a crise climĂĄtica afeta suas expectativas para o futuro. E 7 em cada 10 relataram impactos na saĂșde mental.

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Planilhas, mapas e registros geolocalizados nĂŁo resolvem uma enchente sozinhos. Mas podem organizar evidĂȘncias, fortalecer reivindicaçÔes e orientar polĂ­ticas pĂșblicas. Quando a comunidade produz informação, o mapa deixa de apagar quem vive o problema.

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