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Resumo em 10 segundos

🚦 O Fórum Baiano de Mobilidade Urbana terminou em Juazeiro levantando uma questão decisiva: a cidade deve servir aos carros ou às pessoas? 🧵

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🚦 Juazeiro encerrou a 9ª reunião do Fórum Baiano de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana com Travessia Urbana e estacionamento rotativo no centro dos debates. Mais do que trânsito, a discussão define como a cidade será vivida. 🧵

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Foram dois dias de encontros entre gestores e especialistas. O ponto crítico: obras viárias e regras de estacionamento podem organizar fluxos, mas não resolvem sozinhas uma mobilidade marcada por congestionamentos, riscos e desigualdade de acesso.

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A Travessia Urbana costuma prometer mais fluidez nas rodovias que cruzam cidades. Mas há uma pergunta essencial: fluidez para quem? Sem calçadas contínuas, travessias seguras, ciclovias e transporte coletivo eficiente, a velocidade dos carros vira risco para quem caminha.

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Estacionamento rotativo também exige cuidado. Bem planejado, reduz a procura interminável por vagas, melhora a rotatividade no comércio e desestimula o carro parado por horas em áreas centrais. Mal executado, vira só mais uma cobrança sem alternativa real.

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O teste de qualquer zona azul não é apenas arrecadar ou liberar vagas. É combinar regras transparentes, fiscalização proporcional, acessibilidade para pessoas com deficiência, integração com o transporte público e destino claro para os recursos arrecadados.

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Há uma contradição comum nas cidades: ampliar espaço para automóveis enquanto ônibus seguem lentos e pontos permanecem precários. Mobilidade urbana moderna não é escolher um modal; é priorizar o que transporta mais pessoas, com segurança e menor impacto ambiental.

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O fórum em Juazeiro ajuda a colocar o tema na mesa, mas o resultado será medido nas ruas: menos sinistros, deslocamentos mais rápidos para trabalhadores, travessias acessíveis e um centro vivo sem depender exclusivamente do automóvel. Essa é a régua que importa.

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