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🎓 Uma decisão judicial suspendeu, na véspera de entrar em vigor, uma regra que poderia encurtar a permanência de estudantes e pesquisadores estrangeiros nos EUA.

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🎓 Um juiz federal dos EUA congelou a regra do governo Trump que limitaria, em geral, a 4 anos a permanência de estudantes internacionais no país — um dia antes de ela entrar em vigor. 🧵

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A norma atingiria portadores dos vistos F-1 e J-1. Hoje, vale a “Duration of Status”: o estudante pode ficar enquanto mantiver vínculo acadêmico e progredir no curso. A mudança exigiria pedidos extras de extensão para graduações longas.

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O problema é estrutural: mestrados, doutorados e pesquisas frequentemente ultrapassam quatro anos. Transformar esse prazo em teto fixo criaria incerteza burocrática justamente para quem está na etapa mais especializada da formação.

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O juiz F. Dennis Saylor IV apontou que o DHS não seguiu procedimentos exigidos pela lei administrativa. Também questionou se a justificativa de combater fraudes e proteger a segurança nacional sustentava uma restrição tão ampla.

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Há um efeito global nisso: universidades como Harvard e MIT dependem fortemente de alunos estrangeiros, sobretudo na pós-graduação. Menos matrículas significam perdas financeiras, mas também menos circulação internacional de ciência, ideias e talentos.

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A regra também reduziria a permanência de jornalistas estrangeiros com visto I a 240 dias. O caso expõe uma tensão recorrente: controles migratórios podem ser necessários, mas precisam ser proporcionais, transparentes e não punir quem estuda, pesquisa ou informa.

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Por enquanto, o sistema anterior continua valendo enquanto a disputa judicial avança. A questão central não é só o prazo do visto: é se os EUA querem manter sua liderança acadêmica abrindo caminhos previsíveis para talentos do mundo todo — ou elevando barreiras.

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