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Resumo em 10 segundos

📊 Receita cresceu, dívida líquida caiu e Saúde e Educação ficaram acima dos mínimos legais. Mas o que esses números mudam — de fato — na vida de quem usa os serviços públicos? 🧵

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Jundiaí elevou sua Receita Corrente Líquida para R$ 3,658 bilhões, alta de 6,9%, registrou superávit de R$ 472,63 milhões e reduziu a dívida líquida. 📊🧵 O desafio agora não é só celebrar a conta fechada: é provar onde esse fôlego chega à população.

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A RCL mede a capacidade recorrente de financiamento da cidade e serve de referência para limites legais, como pessoal e endividamento. Ela é sustentada por ISS, IPTU e repasses de ICMS, IPVA, Imposto de Renda e Fundeb.

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No período, entraram R$ 3,062 bilhões e foram liquidados R$ 2,590 bilhões em despesas — bens e serviços efetivamente entregues. O saldo positivo é relevante, mas não equivale automaticamente a dinheiro livre: há obrigações, vinculações e despesas futuras.

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Saúde teve alta de 6,1% nos gastos. Só os convênios com o Hospital São Vicente somaram R$ 350,57 milhões; o Hospital Universitário recebeu R$ 77,95 milhões. A pergunta central é qualidade: mais recurso está reduzindo filas, ampliando exames e fortalecendo a atenção básica?

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Na Educação, as despesas cresceram 5,9%, e a alimentação escolar consumiu R$ 18,54 milhões. Investir acima do mínimo constitucional importa — mas indicadores como permanência, aprendizagem, creche e infraestrutura mostram se o orçamento virou oportunidade real.

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A redução da dívida líquida dá margem para atravessar choques de arrecadação e planejar investimentos. Ainda assim, equilíbrio fiscal não pode virar um fim em si: reserva financeira excessiva enquanto serviços essenciais têm gargalos também cobra um preço social.

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A audiência fiscal na Câmara é parte da prestação de contas, mas transparência útil vai além de planilhas: exige metas por bairro, filas, obras, contratos e resultados comparáveis. O orçamento público ganha sentido quando cada real pode ser acompanhado até o serviço entregue.

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O dado forte é este: R$ 472,63 milhões de superávit no período. A questão mais importante, porém, permanece aberta: como transformar saúde financeira em uma cidade com serviços mais acessíveis, eficientes e menos desiguais?

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