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Resumo em 10 segundos

Com a taxa básica acima de dois dígitos há 4 anos e meio, comprar parcelado ficou mais pesado e as vendas sentem o baque. 📉🛒

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Juro alto virou um freio bem real para o comércio brasileiro 📉🛒 Com a taxa básica acima de dois dígitos há 4 anos e meio, vender — e principalmente comprar parcelado — ficou mais difícil. Mas o impacto não é igual para todo mundo. 🧵

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Na prática, juros maiores encarecem o crédito: financiamento, cartão, empréstimo e parcelamento. Aí a pessoa pensa duas vezes antes de trocar de celular, comprar móveis ou fazer aquela reforma em casa.

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É justamente nesses itens de maior valor que o aperto costuma aparecer primeiro. Bens duráveis dependem muito de parcelas que caibam no bolso. Se o custo do crédito sobe, a venda tende a ficar na gaveta.

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Já segmentos ligados ao dia a dia podem sentir de outro jeito. Ninguém deixa de comprar itens essenciais de uma hora pra outra, mas pode reduzir quantidade, trocar marcas ou buscar promoções. O consumo muda de forma.

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Para os pequenos lojistas, o problema vem dos dois lados: menos clientes dispostos a financiar compras e capital de giro mais caro. Ou seja, manter estoque e atravessar meses fracos pode custar bem mais.

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Claro: juros altos também são usados para conter a inflação. O desafio é calibrar esse remédio sem prolongar demais o efeito sobre emprego, renda e negócios locais — que têm menos fôlego financeiro que grandes redes.

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Quatro anos e meio com a taxa em dois dígitos ajuda a explicar por que o varejo anda tão desigual: alguns setores resistem, outros travam. No fim, a Selic não fica só nas manchetes; ela aparece no preço da parcela e no caixa da loja.

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