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Resumo em 10 segundos

O complexo eletrônico caiu 7,9% no trimestre — e já são seis trimestres seguidos no vermelho. 📉🧵

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A indústria de alta tecnologia no Brasil encolheu 1,9% no 2º trimestre — e o baque maior veio dos eletrônicos. Juros altos e famílias endividadas estão travando compras de computador, celular, equipamentos e mais. 📉🧵

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O dado mais pesado: o complexo eletrônico caiu 14,9% em junho e 7,9% no trimestre, segundo o Iedi. Esse grupo reúne informática, rádio, TV, comunicação e até instrumentos médicos de precisão.

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E não parece ser uma oscilação pontual: o setor eletrônico já acumula SEIS trimestres consecutivos de queda. Quando o crédito fica caro, empresas adiam investimentos e consumidores seguram a troca de aparelhos.

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A indústria de transformação até cresceu 0,7% no trimestre. Mas, como resumiu Rafael Cagnin, do Iedi: cresceu quem vinha de vários períodos ruins. Foi mais um respiro depois de uma sequência fraca do que uma virada real.

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Quem ainda tem algum fôlego? Farmacêuticas e aeronaves. Já na média-alta tecnologia, os veículos ajudaram a segurar a queda: a produção avançou 16,5% em junho na comparação anual.

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Esse avanço automotivo não veio só de demanda espontânea. Bancos das montadoras amenizaram o crédito, a BYD começou a montar localmente e programas públicos apoiaram renovação de frotas, táxis e transporte coletivo.

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Outro alerta: máquinas e equipamentos enfrentam concorrência pesada. A China já responde por 36% das importações brasileiras do setor — mais que EUA, Alemanha e Itália juntos. Sem investimento e escala, produzir tecnologia aqui fica cada vez mais difícil.

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Tecnologia não é só aplicativo ou IA: é fábrica, emprego qualificado, equipamento hospitalar e autonomia produtiva. Crédito acessível, compras públicas bem desenhadas e inovação local podem definir se o Brasil só importa ou também cria. 💡

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