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Resumo em 10 segundos

A segunda aquisição de IA do Jusbrasil reforça uma virada: o mercado jurídico virou um dos campos mais valiosos — e sensíveis — da inteligência artificial. ⚖️🤖

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Jusbrasil comprou a MinutaIA, legaltech de redação jurídica, e mira R$ 1 bilhão em faturamento no ano. ⚖️🤖🧵 A operação é a 2ª aquisição de IA da empresa e mostra como o direito virou uma das arenas mais disputadas da tecnologia no Brasil.

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Fundada em fevereiro de 2025 por Caio Perona, a MinutaIA afirma ter chegado a R$ 100 milhões de receita recorrente anual em modelo bootstrap. Começou como uma ferramenta de uso próprio, viralizou entre advogados e hoje atende mais de mil escritórios.

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A escala ajuda a explicar o interesse: são mais de 100 mil usuários mensais e cerca de 180 instituições públicas atendidas, incluindo o TJSP. IA jurídica deixou de ser só “assistente de texto”: está entrando no fluxo de trabalho de escritórios e tribunais.

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O Jusbrasil diz ter 3 milhões de usuários pagantes, e 85% de sua receita já viria de produtos com IA. A JusIA, chatbot jurídico da empresa, soma 350 mil assinantes. É uma transformação rápida para uma companhia fundada em Salvador, em 2008.

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A compra também fecha uma estratégia em duas camadas: em 2024, o Jusbrasil adquiriu mais de 25% da Maritaca AI, laboratório brasileiro de modelos de linguagem. Agora incorpora uma aplicação vertical com produto, clientes e equipe de 24 pessoas.

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Há um ponto crítico: no direito, eficiência não pode significar confiança cega. Minutas, pesquisas e análises produzidas por IA exigem revisão humana, rastreabilidade de fontes e cuidado com dados sensíveis. Um erro jurídico automatizado pode escalar muito rápido.

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A MinutaIA seguirá com marca, produto e equipe próprios, enquanto Perona vira sócio do Jusbrasil. A questão daqui em diante não é só quem terá a melhor IA, mas quem conseguirá ampliar acesso à justiça sem concentrar demais dados e infraestrutura jurídica em poucas plataformas.

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