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No encontro UE-Canadá, a chefe da diplomacia europeia cobrou consequências reais para guerras de agressão. 🌍⚖️

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A ordem internacional está num “ponto muito sombrio”, segundo Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE. 🌍 Ela disse que há países apostando na lógica de que “quem tem poder pega o que quiser” — e cobrou reação. 🧵

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A fala veio no encontro entre União Europeia e Canadá, em Montreal. Kallas e a chanceler canadense Anita Anand concordaram num ponto bem direto: as regras internacionais existem, mas hoje faltam mecanismos reais para fazer quem as viola responder.

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Kallas defendeu a criação de um tribunal especial para julgar o crime de agressão — ou seja, a decisão de iniciar uma guerra contra outro país. A ideia é atingir a cúpula política responsável, não só quem está no campo de batalha.

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O argumento dela é duro, mas simples: começar uma guerra costuma custar pouco aos líderes que mandam. Quem paga a conta, em vidas, deslocamento e trauma, são famílias e soldados — muitas vezes gente sem poder algum de decidir.

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Anita Anand foi um pouco mais otimista sobre a parceria Canadá-UE, mas reconheceu o estrago: o comércio global e as instituições multilaterais ficaram mais frágeis com a guinada protecionista dos EUA e a disputa entre grandes potências.

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No fim, a discussão vai além de diplomacia: sem regras aplicadas de forma justa, países menores ficam ainda mais vulneráveis. Defender a ONU e o direito internacional não resolve tudo, mas abandonar esses freios deixa o mundo na lei do mais forte.

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