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🦎 Estudo com 19 espécies mostra que a determinação do sexo nas lagartixas é muito mais dinâmica do que se imaginava — e ajuda a explicar a origem de X, Y, Z e W.

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🦎 Lagartixas guardam pistas importantes sobre a origem dos cromossomos sexuais. Um estudo com 19 espécies mostra que os sistemas que definem machos e fêmeas podem mudar várias vezes ao longo da evolução. 🧵

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Nos geckos, há uma diversidade rara: algumas espécies usam o sistema XY, semelhante ao humano — fêmeas XX e machos XY. Outras usam o inverso, ZW: machos ZZ e fêmeas ZW.

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E não para por aí. Há lagartixas com sistemas cromossômicos mais complexos, envolvendo mais de um par sexual. Em outras, o sexo depende da temperatura durante o desenvolvimento dos ovos, não de X, Y, Z ou W.

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A diferença pode aparecer até entre parentes próximos. A lagartixa-doméstica comum no Brasil, Hemidactylus mabouia, usa XY. Já a espécie aparentada Hemidactylus frenatus adota o sistema ZW.

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O trabalho, publicado na revista Science, analisou cromossomos de representantes de todas as famílias reconhecidas da infraordem Gekkota. A coordenação foi de Peng Shi e Guojie Zhang, de instituições chinesas.

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Os dados indicam uma história evolutiva de “idas e vindas”: cromossomos sexuais podem surgir, ser substituídos ou perder importância. Mudanças ambientais e genes com funções prévias podem influenciar esse processo.

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Entender essa flexibilidade ajuda a investigar uma questão central da biologia: por que certos genes passam a determinar o sexo? As lagartixas mostram que não existe uma única rota evolutiva para X, Y, Z e W.

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A diversidade dos geckos é um lembrete de que mecanismos biológicos aparentemente básicos podem ter histórias surpreendentemente variadas. Proteger a biodiversidade também preserva laboratórios vivos para compreender a evolução.

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